sábado, 9 de agosto de 2008

Para meditar: De criatura a criadores...

"Deus, o Criador, completou sua obra prima criando o homem e a mulher. Deus soprou vida e espírito na obra especial de suas mãos. Embora o pecado tenha entrado no mundo, Deus providenciou a redenção do pecado.
Deus criou o ser humano com liberdade para escolhê-lo ou rejeitá-lo. Quando sua criação resolveu rebelar-se, Ele revelou o seu plano de Salvação.
Ele pôs um punhado de barro sobre o outro, até que uma forma de vida jazesse sobre o solo...
Estava tudo em silêncio quando o Criador retirou de si mesmo algo que ainda não fora visto. “Chama-se ‘escolha’. A semente da escolha”.
A criação ficou em silêncio fitando a forma sem vida.
Um anjo falou:
- Mas e se ele...
- Se ele escolher não amar?
Completou o Criador.
- Venha, vou mostrar-lhe.
Livres do hoje, Deus e o anjo adentraram o reino do amanhã.
O anjo perdeu o fôlego diante do que viu. Amor espontâneo. Devoção voluntária. Ele nunca vira algo assim... O anjo permaneceu sem fala enquanto atravessava séculos de repugnância. Ele jamais vira tanta sujeira. Corações maus. Promessas rompidas. Lealdades esquecidas...
O Criador avançou no tempo, cada vez mais adiante no futuro, até chegar junto a uma árvore. Uma árvore que seria transformada em um berço. Ele até pôde sentir o cheiro do feno que o cercava...
- Não seria mais fácil não plantar a semente? Não seria mais fácil não conceder a escolha?
- Seria!
Respondeu devagar o Criador.
- Mas remover a escolha é remover o amor.
Eles entraram novamente no jardim. O Criador olhou seriamente para a criação de barro. Uma inundação de amor cresceu dentro dele. Ele morrera pela criação antes de havê-la feito. O vulto de Deus curvou-se sobre a face esculpida e soprou. O pó moveu-se nos lábios do novo ser. O peito levantou, rachando a lama vermelha. As bochechas encarnaram. Um dedo mexeu-se. E um olho se abriu.
Porém, mais inacreditável que o movimento da carne, foi o agitar-se do espírito. Aqueles que puderam ver o inusitado arfaram.
Talvez tenha sido o vento o primeiro a dizer. Talvez o que as estrelas viram naquele momento seja o que as tem feito cintilar desde então. Talvez tenha ficado para um anjo o cochichar:
- Parece com... parece demais com... é Ele!
O anjo não falava da face, das feições ou do corpo. Ele estava olhando dentro, para a alma.
- É eterna! – ofegou o outro.
Dentro do homem, Deus havia posto uma semente divina. A semente de si mesmo. O Deus de poder havia criado o mais poderoso da terra. O Criador criara não uma criatura, mas outro criador. E Aquele que escolhera amar criara um que podia retribuir esse amor.
Agora a escolha é nossa!
Deus não nos criou como robôs. Louve-o por nos conceder capacidade de servi-lo e amá-lo espontaneamente. Agradeça-lhe pelos dons da liberdade e da criatividade. Separe tempo hoje para o louvor criativo. Faça já esta escolha!" (Max Lucado)

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