sexta-feira, 27 de março de 2009

Eita, relaxo... cansei!

Bom, galera... ainda falta dia pra caramba até o final dessa viagem... então vou resumir de forma bem rápida...

Desde esse último dia relatado aí, ficamos mais alguns dias no Rio entre Saara, Madureira e Copacabana durante a noite! Depois de tudo resolvido por lá, seguimos para Angra dos Reis, para Parati e depois Ubatuba. Esse era o roteiro do Geovan para vender os aparadores de panela e as colheres de pau.

Das três, a cidade que mais gostei foi Parati. Todas são muito lindas, verdade. Mas eu gostei muito mais de Parati por conta de sua história. Em três meses do ano (não me lembro exatamente quais) as águas do mar invedem boa parte do centro histórico da cidade, deixando suas ruas repletas de água! Por isso as casas já são construídas em um nível mais elevado, todas tem escadas para entrar, e o mar invade as ruas basta pular da canoa para a porta!

Em Ubatuba deixamos Geovan e seguimos para São Paulo, última parada na nossa viagem. Fomos pela serra que liga Ubatuba à Taubaté, o trecho mais bonito de toda a viagem.

Em São Paulo Bruno ficou no hotel onde tem um pessoal peruano trabalhando para ele e eu peguei o ônibus para Salto. A princípio ele iria ficar lá pelomenos uns 4 dias até resolver todos os seus assuntos. Bom... peguei o ônibus mas antes mesmo de chegar lá Bruno ligou avisando que ia embora na manhã seguinte! Pensa no tanto de nome que eu chamei esse cara...

Mas fazer o quê, vida de caroneiro é assim mesmo! Só fiz chegar na casa de minha irmã, falei 'oi', tomei banho (não estava me aguentando - rs!) e disse tchau!

Voltei pra SP e dormi na casa de minha tia, Geni, onde morei por dois anos quando fiz faculdade lá. No outro dia fui cedo pra Rio Branco encontrar com Bruno. A gente ainda deu um pulo na 25 de Março e no Bras antes de sair.

Estava indo tudo bem na viagem de volta, mesmo com um trânsito imenso devido o feriado de carnaval, estavam todos saindo de SP para o interior. Mas como eu disse, "estava indo tudo bem", até um indivíduo resolver bater no fundo do nosso carro. Daí foi uma confusão que só.

Depois de muito dar voltas para conseguir uma lanterna nova, seguimos rumo ao RJ novamente, e ficamos na casa do Geovan. Saímos no dia seguinte e, novamente, tudo estava indo bem até chegarmos em Linhares... na verdade à 5 minutos de Linhares, próximo ao posto policial, onde o carro... morreu!!!

A bomba de gasosa quebrou. Bruno teve que ir na cidade, buscar um mecânico para dar o diagnóstico da causas mortis do carro. Tivemos que deixá-lo no posto e ir de carona como mecânico para Linhares. Dormimos lá e no outro dia, depois de muito rodar procurando uma loja aberta onde pudesse comprar a peça que precisava, finalmente pegamos o caminho de casa. Torcendo, claro, pra nada mais dar errado!

E realmente não deu! Conseguimos chegar em casa por volta das 20h finalmente tomar um banho decente, comer comida decente e dormir uma noite de sono decente!!! - rs!

Agora é só esperar pela próxima!!!

sexta-feira, 6 de março de 2009

15/02/09

Acordamos 8h10 mas só saímos quase 11h. Hoje nosso destino foi o Rio de Janeiro. Para chegar aqui passamos por Araruama, Iguaba, Iguabinha, Niterói (e logicamente pela ponte Rio-Niterói, muito massa!) e finalmente Rio.
Fomos para a Feira de São Cristóvão logo de cara. É algo como um complexo de camelôs que par entrar tem que pagar R$1,00. Aquela mesma história, passa em uma loja, em outra, umas compram, outras não. Pra ser bem sincero, a essa altura da viagem, depois de ter feito isso tantas vezes, eu poderia dizer que já estava cansado desse ritual. Mas era tudo tão novo, inédito. Eu gosto de novidade, fico eufórico diante dela. Talvez por isso, por mais que eu fizesse aquilo milhões de vezes em um dia não poderia dizer que estava cansado porque estava conhecendo outros lugares, outras pessoas, aprendendo muito com cada venda. A única coisa que me deixava com desejo de parar e ir pra casa era quando a sujeira já não encontrava mais lugar no corpo pra entrar. Daí começava a me agoniar, querer tomar um banho, ou mesmo lavar mão e rosto.
Mas enfim, da Feira de São Cristóvão fomos para a Feira de Ipanema. Para conseguir uma vaga ali estava difícil. O por que vimos logo mais à frente em uma rua que entramos. Estava tendo uma festa na praia de Ipanema, devia ser algo como um carnaval antecipado com trio elétrico e muita, mas muita gente mesmo! Ficamos um pouco mais de uma hora para atravessar uma quadra. Enquanto isso a galera que estava fora tratava de distrair quem estava no transito, dançando, rebolando e fazendo mais algumas coisas que prefiro não comentar na frente dos carros.

Quando conseguimos sair dali demos mais umas duas voltas até achar um lugar para estacionar. Bruno e Geovan foram na feira e eu fiquei no carro, não sabíamos se o lugar podia mesmo estacionar ou não, mas no final das contas podia.
Terminado Ipanema, mais uma feira: a de Copacabana. Mas não era dia da feira. No lugar dela tinha o que parecia ser a bateria de uma escola de samba ensaiando e mais um tanto de gente seguindo seu som. Demos uma volta, olhamos a praia, o movimento e fomos para o Hotel Universo, que fica no centro do Rio, no Saara. Este será o nosso destino amanhã, então é melhor dormir aqui perto.

14/02/09

A situação ta começando a ficar complicada. 6h ontem, 7h hoje. Ai, que saudade de acordar 12h!!!
Saiu todo mundo pra levar o cunhado da Jane na rodoviária. Ela e as meninas foram de carro. Eu fiquei dando uma geral na amostra de mercadoria. Quando Bruno e Geovan chegaram foram fazer algo para comer, enquanto eu lavava os pratos que tinham ficado da noite anterior. E aí depois um varre casa, outro passa pano, eu lavei o banheiro e depois de todo mundo tomado banho pegamos nossas muambas e fomos vender. De volta à Búzios, ainda o cenário de tristeza, uma venda só se não me engano (fiquei no carro novamente). De lá voltamos pra casa entre berros, estouros e risadas. Variação de temperamentos, oh coisa complicada!!!
Demos uma passada em casa para reabastecer e seguimos para a Feira da Praia do Forte em Cabo Frio. Sem sucesso, os “barraqueiros” não estavam comprando nada. Como não se pode desperdiçar uma oportunidade, fui dar uma volta ali pela orla, dessa vez para dar uma olhada melhor nas esculturas que tinha nas praças, na fonte, no lago, coisa e tal.
A essa altura do campeonato eu já tinha acompanhado muitas vendas, não só do Bruno como também do Geovan. Tem sido uma aula, algo como Técnicas de Vendas. O que se deve e o que não se deve fazer, como abordar o cliente, como tratá-lo antes, durante e depois, que é o mais importante. Simpatia, carisma, firmeza de voz. A idéia é: não é você que precisa vender, são eles que precisam comprar. Assim você já começa com uma vantagem sobre os clientes. Daí em diante é levar no jeitinho brasileiro e gingado baiano (rs!).
Hoje fomos promovidos, já estamos dormindo em camas! Tivemos que dar um trato no quarto antes de entrar, deixamos de molho no SBP por uns 30 minutos. Parece que deu certo, agora é só deitar e curtir os sonhos!

13/02/09



Esse dia não foi generoso comigo. Fui acordado lá pelas 6h com a chegada de Geovan e Jane.


Todo aquele alvoroço, gritaria, conversa, e conta isso, conta aquilo. Recebi mais um nome para a coleção: Visconde. E soltam novidades, soltam problemas e soluções. Depois de uma longa conversa sobre o que tinha acontecido desde a última vez em que Bruno e eles se viram, saímos com Geovan e o cunhado de Jane para tentar vender mais alguma coisa. Fomos direto para Búzios. Infelizmente eu esqueci a máquina na mochila porque, apesar de não ter me agradado muito, Búzios é sim um lugar muito bonito. Enquanto eles saíram para vender em algumas lojas eu fiquei no carro tomando conta caso algum guarda falasse alguma coisa, e também observando o lugar.


Como eu disse, não gostei muito de Búzios. Pelo tanto que se fala pensei que fosse mais. Mas ainda assim é um lugar muito bonito, não apenas pelas praias, pelas esculturas na orla, ou pelo seu estilo rústico e com ar de histórico. Também faz parte da beleza de Búzios seus visitantes, os turistas. A diversidade (olha ela aí de novo) é fascinante naquele lugar. A predominância naquele dia foi, visivelmente, de argentinos. Mas também tinham Italianos, alemães, franceses, ingleses, e Deus sabe mais quantos. A oportunidade de poder trocar algumas palavras com eles, ainda que fosse apenas para tirar uma foto (algo que fiz questão de fazer sempre que passava um casal : “yo puedo sacar La foto para ustedes§”), para dar uma informação, ou simplesmente para dizer um “oi” ou desejar um “bom dia”.
Naquele dia Búzios acordou triste. Na noite passada tinha caído uma chuva que causou o desabamento de parte do morro. Um quarto de uma pousada e parte de algumas lojas que ficavam abaixo do morro foram destruídos. Tinha gente ligando para dizer que estava bem, gente chorando ao telefone dizendo que havia perdido tudo. Dava pra sentir realmente a dor de algumas pessoas ali. Em contraste, os passageiros do cruzeiro se divertiam nos restaurantes à beira mar ao som de samba e encantados com o rebolado das mulatas. Ou entrando de loja em loja comprando lembranças do Brasil. As Havaianas eram campeãs de venda (rs!).
E lá fomos nós, de volta para Cabo Frio. Demos uma volta no centro, sem sucesso também, e voltamos para casa para almoçar. Já eram quase 16h. Geovan ficou com o cunhado para ajudar Jane a arrumar a bagagem, ela estava de partida para a Bahia no outro dia. Eu e Bruno fomos para Rio das Ostras. Vendemos um pouco em uma loja, pouquíssimo na feirinha, e um pouco mais que um pouco num centro de artesanato chamado Tocolândia. De lá voltamos para casa de Geovan e Jane. Era aniversário dela e o pessoal estava nos esperando. Empadão de frango e torta com lascas de chocolate branco e ao leite. Maravilha de Deus!
Hoje já melhorou a nossa situação, temos um colchão para dormir! Então deixa eu aproveitar enquanto posso. Tô indo...!