sexta-feira, 6 de março de 2009

13/02/09



Esse dia não foi generoso comigo. Fui acordado lá pelas 6h com a chegada de Geovan e Jane.


Todo aquele alvoroço, gritaria, conversa, e conta isso, conta aquilo. Recebi mais um nome para a coleção: Visconde. E soltam novidades, soltam problemas e soluções. Depois de uma longa conversa sobre o que tinha acontecido desde a última vez em que Bruno e eles se viram, saímos com Geovan e o cunhado de Jane para tentar vender mais alguma coisa. Fomos direto para Búzios. Infelizmente eu esqueci a máquina na mochila porque, apesar de não ter me agradado muito, Búzios é sim um lugar muito bonito. Enquanto eles saíram para vender em algumas lojas eu fiquei no carro tomando conta caso algum guarda falasse alguma coisa, e também observando o lugar.


Como eu disse, não gostei muito de Búzios. Pelo tanto que se fala pensei que fosse mais. Mas ainda assim é um lugar muito bonito, não apenas pelas praias, pelas esculturas na orla, ou pelo seu estilo rústico e com ar de histórico. Também faz parte da beleza de Búzios seus visitantes, os turistas. A diversidade (olha ela aí de novo) é fascinante naquele lugar. A predominância naquele dia foi, visivelmente, de argentinos. Mas também tinham Italianos, alemães, franceses, ingleses, e Deus sabe mais quantos. A oportunidade de poder trocar algumas palavras com eles, ainda que fosse apenas para tirar uma foto (algo que fiz questão de fazer sempre que passava um casal : “yo puedo sacar La foto para ustedes§”), para dar uma informação, ou simplesmente para dizer um “oi” ou desejar um “bom dia”.
Naquele dia Búzios acordou triste. Na noite passada tinha caído uma chuva que causou o desabamento de parte do morro. Um quarto de uma pousada e parte de algumas lojas que ficavam abaixo do morro foram destruídos. Tinha gente ligando para dizer que estava bem, gente chorando ao telefone dizendo que havia perdido tudo. Dava pra sentir realmente a dor de algumas pessoas ali. Em contraste, os passageiros do cruzeiro se divertiam nos restaurantes à beira mar ao som de samba e encantados com o rebolado das mulatas. Ou entrando de loja em loja comprando lembranças do Brasil. As Havaianas eram campeãs de venda (rs!).
E lá fomos nós, de volta para Cabo Frio. Demos uma volta no centro, sem sucesso também, e voltamos para casa para almoçar. Já eram quase 16h. Geovan ficou com o cunhado para ajudar Jane a arrumar a bagagem, ela estava de partida para a Bahia no outro dia. Eu e Bruno fomos para Rio das Ostras. Vendemos um pouco em uma loja, pouquíssimo na feirinha, e um pouco mais que um pouco num centro de artesanato chamado Tocolândia. De lá voltamos para casa de Geovan e Jane. Era aniversário dela e o pessoal estava nos esperando. Empadão de frango e torta com lascas de chocolate branco e ao leite. Maravilha de Deus!
Hoje já melhorou a nossa situação, temos um colchão para dormir! Então deixa eu aproveitar enquanto posso. Tô indo...!

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