terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

10/02/09

Esqueci de falar ontem, ainda estamos no horário de verão. Hoje acordei às 07h40. Rodamos um pouco pelo centro atrás de algumas lojas, mas nada também. Ninguém comprou nada. Paramos para tomar café em uma lanchonete com duas garçonetes amarguradas com a vida e com o trabalho e seguimos para a capital, Vitória.
Me surpreendeu porque eu não esperava tudo aquilo. Não é um “nossa que lugar bonito!”, mas é que eu realmente não dava nada por nenhum lugar o Espírito Santo. Mas em Vitória eu vi muitas praias bonitas, ruas legais, pracinhas bem feitas, gente bonita, o porto se tornou uma atração a parte. Enfim, gostei de Vitória.
O primeiro lugar que paramos vendemos legal. Se eu não me engano foi nossa primeira maior venda. O dono da loja é um senhor muito simpático, de fala tranqüila e de olho nos negócios. Ele já importa produto da China, do Peru e quer mais. Aos poucos foi dando uma aula de comércio, de exportação e importação, e só ligado em tudo.
De lá passamos em mais algumas outras lojas que compraram um pouco, em algumas barraquinhas na feira de artesanato, comprei pilhas para pôr na máquina (a partir de agora teremos fotos e vídeos, a-ha!) e de lá seguimos para Vila Velha. Não daria para perceber que saímos de uma cidade e entramos em outra se não fosse por uma ponte. De um lado Vitória e do outro Vila Velha. Tão bonita quanto! Mas achei as praias daqui melhor do que as de Vitória. Tudo bem que a água estava um gelo, mas o banho foi muito bom!

Vista sobre a ponte que liga Vitória à Vila Velha

Quando chegamos em Vila Velha paramos na primeira feirinha que vimos em uma praça, mas não tinha nada de artesanato. Nos indicaram a rua do convento, e lá fomos nós. Imagine dois marmanjos perguntando pelo convento da cidade. Umas duas pessoas a quem perguntamos onde ficava perguntou se estávamos realmente indo para o convento e então tínhamos que explicar toda história de que trabalhávamos com artesanato e que indicaram pra gente umas lojas na rua do convento e blá blá blá. Catar uma freira que não podia ser, né!?
Não tivemos muito sucesso no convento (rs!), e pelo que diziam não tinha outro lugar onde se vendia artesanato na cidade. Inaceitável! Uma cidade do porte de Vila Velha tinha que ter pelo menos um lugar a mais onde vendiam artesanato.
Dito e feito. Achamos um calçadão, próximo a praia onde tomamos banho, cheio de barraquinhas e hippies vendendo sua arte. Vendemos um pouquinho ali, outro pouquinho cá. Troquei umas idéias com os hippies (básico!), fizemos um lanche por ali mesmo e trocamos o pneu direito dianteiro porque estava só na capa! Colocamos o step que estava um pouco melhor.

Seguimos viagem para Guarapari, onde Bruno tem parente e poderíamos dormir sem pagar pernoite! Demorou um pouco pra achar mas chegamos. Depois de um banho, de um cafezinho e de assistir o Big Brother, acho que já estou pronto pra puxar um ronco. Amanhã, infelizmente, vou ter que acordar cedo. Aqui em Guarapari não tem nada que interesse a Bruno se tratando de comércio, então temos que sair um pouco mais cedo para chegar na próxima cidade umas 8h ou 9h no máximo. Pobre de mim!!!

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